Hoje, continuaremos a falar sobre o gerenciamento de riscos e seus aspectos. Creio que todos já conheçam a importância de gerenciar os riscos de um projeto, e em sua gerência, muitas decisões deverão ser tomadas, e nem sempre estas são fáceis.

A tomada de decisão necessita de uma matéria prima chamada “informação”, e é através destas que teremos subsídios para tomar as decisões de como trataremos ou reagiremos aos riscos e incertezas do projeto.

Uma análise para tomada de decisão normalmente requer alguns processos:

  • Capturar os julgamentos sobre os riscos e incertezas através de uma distribuição de probabilidade;

  • Ter uma única medição de valores (análise quantitativa) ou qualidade (análise qualitativa) do resultado;

  • Reunir todos os riscos com os seus cálculos dos valores esperados.

Análise de decisão é a disciplina que ajuda na escolha de uma das opções existentes sob condições de incertezas, e probabilidade, é a linguagem destas incertezas.

Acredito que não há dúvidas sobre a relação entre a análise de riscos e tomada de decisão. Após a identificação de um risco, podemos encontrar vários caminhos que poderemos trilhar, para responder de forma satisfatória aos impactos do risco. Mas aí, sempre nos deparamos com uma única pergunta. Qual o melhor caminho?

Em resposta a esta pergunta, fica claro onde a Tomada de Decisão se encaixa na análise de risco ou qualquer outra área da organização, ou de nossas vidas, que necessitem de uma escolha, de uma seleção de uma única opção dentre outras expostas à situação.

É interessante que em nossas vidas, tomar decisão é uma coisa rotineira. Todos nós em alguns momentos necessitamos avaliar e decidir o que é melhor para nós, só que praticamos bastante, de forma simples, a decisão empírica, através de nossas experiências e sentimentos. Só que em projetos nem sempre podemos confiar seu resultado apenas em sentimentos ou experiências das pessoas envolvidas, e para isso usam-se algumas ferramentas que podem auxiliar neste processo decisório. Por exemplo, podemos ter como exemplo uma árvore de decisão, onde são expressas todas as possíveis situações e verificado seus impactos.

Assim como na vida, em projetos, qualquer decisão deverá partir de parâmetros que possam embasar o processo decisório, e a utilização de ferramentas que ajudam na análise e interpretação desses parâmetros, garantem um aumento da probabilidade de sucesso deste projeto.