Apesar de tantos, não gostarem de trabalhar com uma metodologia definida pela empresa, não existe dúvida o quanto ela pode determinar o sucesso de um projeto, mas também o insucesso, infelizmente. É engraço até como já ouvi coisas quase folclóricas, como: uma metodologia reduz a criatividade…

Certamente, não no gerenciamento de projetos… Sempre achei que trabalhar com processos fosse uma tarefa fácil, mas definitivamente não é, e muitos devem saber exatamente o que estou querendo dizer. Definir um padrão para que “todos” da empresa sigam esta metodologia, sempre nos dá uma idéia ou sentimento de  que “esse é o caminho e a partir daí não teremos mais problemas…”.

Sim, reforço que a existência de uma metodologia é importante, seja para a construção de um software ou de um edifício, deve ter um padrão e seqüência de atividades para que possamos  entender o que deve ser realizado, quando e em quanto tempo, e conseqüentemente minimizar a probabilidade de insucesso deste projeto.

O problema não é usar ou não uma metodologia. A questão é identificar e definir os processos corretos para a organização, ou seja, o tamanho da metodologia, de forma que não fique muito burocrático ou ineficiente. Se a metodologia definida exigir muito esforço para sua execução, fatalmente as pessoas não assimilarão ou não a usarão de forma eficiente e efetiva. Os responsáveis, pela definição de uma metodologia devem ter em mente sempre que, esta metodologia, deverá ser ou fazer com que as pessoas envolvidas a sintam natural. Com isso, reduzirá bastante a quantidade de resistência em sua adoção e aceitação dentro da organização.

Acredito que seja sempre importante lembrar que os profissionais envolvidos falem a mesma linguagem, gerem os mesmos documentos (no mesmo formato), e que os mesmos possam transitar entre projetos e possam entender o que foi realizado anteriormente, por ele ou por outro profissional.

Padronizar é apenas o início!